Cultura e escritura: às voltas com o antropológico no reality show

Marcio de Vasconcellos Serelle

Resumo


Este artigo recupera a noção de uma vertente considerada antropológica do reality show, iniciada na década de 60, para refletir sobre a forma como esses programas, hoje, que já assumem sua face ficcional, servem ao exame do fenômeno do homem, notadamente em suas relações interpessoais. Semblantes da paixão pelo real que caracterizou o século XX, os reality shows articulam, nessa perspectiva, cultura e escritura, com algumas ressonâncias e atualizações de aspectos do realismo histórico, com sua colocação em cena do homem ordinário, de modelos reduzidos e das dinâmicas de jogo.


Palavras-chave


Reality Show; Realismo; Ficção; Cultura

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DOI: http://dx.doi.org/10.18568/cmc.v11i30.467

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