Juventude como espírito do tempo, faixa etária e estilo de vida: processos constitutivos de uma categoria-chave da modernidade

Ana Lucia Enne

Resumo


Neste artigo buscamos refletir sobre a relação entre a construção da categoria semântica “juventude” e o processo histórico da constituição da modernidade ocidental. Partimos do princípio de que a ideia de juventude, em sua convergência com os ideais de renovação, ruptura e movimento, traduz-se como categoria-chave para a modernidade, constituindo-se em valor positivo e em um espírito do tempo. No entanto, o jovem como sujeito objetivado, ou seja, a partir do recorte da faixa etária, só se consolida em cena efetivamente a partir de meados do século XX, quando o contexto sociocultural permitirá que a confluência entre juventude, consumo e mídia se traduza na possibilidade de configuração e reconfiguração das identidades (como discursos produtores de sentidos) a partir da construção de múltiplos estilos de vida. Por fim, objetivamos mostrar que alguns eixos dos estilos de vida jovens construídos pós-50 – em especial, renovação, hedonismo e relação com o consumo – se legitimam, na modernidade tardia, como novo espírito do tempo, agora celebrado como estilo de vida coletivo, levando a uma busca por não envelhecer e manter-se jovem, independentemente da faixa etária em que se vive.

Palavras-chave


Juventude; Modernidade; Espírito do tempo; Estilo de vida; Consumo

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DOI: http://dx.doi.org/10.18568/cmc.v7i20.203

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