A criação artística colaborativa “Bordar-Lands: las cartas son el tejido”, do Colectivo Ayllu
DOI:
https://doi.org/10.18568/cmc.v22i63.3002Palavras-chave:
Colectivo Ayllu; criação colaborativa; linguagens visuais; performance; oralituras.Resumo
Este artigo objetiva discutir as inflexões estéticas e políticas presentes na criação colaborativa intitulada “Bordar-Lands: las cartas son el tejido”, realizada pelo Colectivo Ayllu e exposta na 35ª Bienal de São Paulo. Nela, nota-se a presença de uma escrita colaborativa cuja visualidade constrói-se pela performance e pela gestualidade dos mais variados corpos que inscrevem o painel-tecido. Seguindo o movimento indicado pelos gestos na materialidade da peça, a análise tem como foco as relações associativas sugeridas a partir da espiral alocada no centro da composição e da menção à “historiografia clandestina” presente em outro fragmento. Com isso, busca-se apreender de que maneira ocorre a ressignificação de determinados símbolos culturais relacionados aos povos originários e afrodiaspóricos que, por sua vez, constroem um posicionamento contrário ao colonialismo.

