The press and the suicide taboo: a proposal for rediscussing the issue

Authors

DOI:

https://doi.org/10.18568/cmc.v19i56.2592

Keywords:

suicide, journalism, editorial procedures, media and everyday life

Abstract

From the 1950s onwards, we observed a movement in the Brazilian press that led from spectacularization to the banning of news about suicide (DAPIEVE, 2007), for fear of the so-called “contagion effect” (DURKHEIM, 2000[1897]). However, despite the care regarding the subject in the main newspapers, the number of self-inflicted deaths in the country has been rising significantly. In order to contribute to the debates on the role of the press in preventing the problem, we present a bibliographic research on the editorial treatment of suicide, complemented by interviews with journalists who deal with the issue in their professional daily lives and a survey on mentions of the topic in three major newspapers. Based on the results, we present a set of complementary recommendations to those already proposed by the WHO to address the issue.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Larissa de Morais Ribeiro Mendes, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Professora Associada do Departamento de Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Programa de Pós-graduação em Mídia e Cotidiano (PPGMC/UFF). Coordena o grupo de pesquisa Mídias, Redes e Jovens e integra o projeto Juventude e suicídio: percursos midiáticos e suas interfaces com a Educação, apoiado pela Faperj.

Antonio Carlos Ferreira Vianna, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Doutorando em Mídia e Cotidiano pela Universidade Federal Fluminense (UFF), assessor de comunicação no Ministério da Saúde e integrante do grupo de pesquisa Juventude e suicídio: percursos midiáticos e suas interfaces com a Educação, apoiado pela Faperj. É jornalista graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em Mídia e Cotidiano pela UFF.

Carla Baiense Felix, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Professora Associada do Departamento de Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Programa de Pós-graduação em Mídia e Cotidiano (PPGMC/UFF). Coordena o Grupo de Pesquisa Mídias, redes e Jovens (MRJ) e integra integra o projeto Juventude e suicídio: percursos midiáticos e suas interfaces com a Educação, apoiado pela Faperj. É jornalista (UFF), mestra e doutora em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ, com pós-doc em Educação pela UFSCAR. 

References

ABREU, J. B. Morrer, verbo intransitivo – discursos e referenciais sociais no noticiário sobre mortes na imprensa brasileira. In: XV Congresso da Associação Lationamericana de Investigadores da Comunicação, on-line. Anais... Alaic, 2020.

ARAÚJO, I. S.; CARDOSO, J. M. Comunicação e Saúde. 2ª ed. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2014.

BATISTA, P. A. F. Agendamento midiático e o tratamento de temas estigmatizados: o fenômeno suicídio nos enunciados jornalísticos de sites de notícia em Campo Grande. 2019. 327 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação). Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Cuiabá. 2019.

BREED, W. O controle social na redação. In: TRAQUINA, Nélson (org.). Jornalismo: questões, teorias e “estórias”. Lisboa: Vega, 1993. p. 152-166.

CAPRINO, M. P. Manual de Redação: camisa-de-força ou regra necessária? Comunica-ção & Inovação, v. 2, n.4, 2002.

CARVALHO, C. M. de. O delicado lugar do suicídio no noticiário impresso paraibano. Dissertação (Mestrado em profissional em Jornalismo). 2019. 124 f. Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa. 2019.

CONJUVE (Conselho Nacional de Juventude). Juventudes e Pandemia do Coronavírus. Relatório de pesquisa, 2020. Disponível em: https://jovensconectados.org.br/conjuve-pesquisa-questiona-jovens-sobre-impactos-da-pandemia-em-suas-vidas.html. Acesso em: 16 abr. 2021.

DAPIEVE, A. Morreu na contramão. O suicídio como notícia. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.

DAPIEVE, A. H. M. Suicídio por contágio. A maneira pela qual a imprensa trata a morte voluntária. 2006. 172 f. Dissertação (mestrado em Comunicação Social). Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 2006.

DURKHEIM, E. O suicídio: estudo de sociologia. São Paulo: Martins Fontes, 2000. FELIX, C. B. et al.. Juventude e trauma geracional: como os jovens brasileiros respondem à pandemia e à infodemia da Covid-19. Liinc em Revista, v. 17, n. 1, 2021. BARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011

FERIGATO, G. M. Morte sem fama: critérios de noticiabilidade do suicídio de anônimos em portais brasileiros. 2019. 193 f. Dissertação (Mestrado profissional em Jornalismo). Centro Universitário FIAM-FAAM, São Paulo. 2019.

FOLHA DE S. PAULO. Manual da Redação da Folha de S. Paulo. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2001.

GARCIA, L. (Org.). O Globo. Manual de redação e estilo. 26. ed. São Paulo: Globo, 1995.

MINOIS, G. História do Suicídio. A sociedade ocidental diante da morte voluntária. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

NIEDERKROTENTHALER, T. et al. Role of Media Reports in Completed and Prevented Suicide: Werther v. Papageno Effects. The British journal of psychiatry: the journal of mental science, n. 197, v. 3, p. 234-243, 2010.

O ESTADO DE S. PAULO. Manual de redação e estilo. 3ª. ed. São Paulo: O Estado de São Paulo, 1997.

OMS. Prevenção do Suicídio: Manual para profissionais da mídia. Genebra, 2000. Disponível em: <http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/en/suicide-prev_media_port.pdf> Acesso em: 26 fev. 2021.

WHO. Preventing suicide: a resource for media professionals, 2008 update. Disponível em: https://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/resource_media.pdf. Acesso em: 8 abr. 2021.

WHO. Preventing suicide: a resource for media professionals, 2017 update. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/258814. Acesso em: 8 abr. 2021

PIRES, A. F. S. Quadros de suicídio: um estudo comparado das narrativas sobre autoextermínio no jornalismo diário. 2022. 166 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2022 SANTOS, M. S. X. Por quê? Uma análise dos discursos sobre suicídio no jornalismo diário. 2019. 144 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2019.

SISASK, M.; VÄRNIK, A. Media Roles in Suicide Prevention: A Systematic Review. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 9, p. 123-138, 2012. SOLOSKI, J. O jornalismo e o profissionalismo: alguns constrangimentos no trabalho jornalístico. In:

TRAQUINA, N. (Org.). Jornalismo: questões, teorias e “estórias”. Lisboa: Vega, 1993. p. 91-100.

SOUZA, M. M. O juízo da morte: a violência letal dolosa na cidade de São Paulo nas páginas de Notícias Populares e nos arquivos do Tribunal do Júri (1960-1975). 2004. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) – Universidade de São Paulo, São Paulo. 2004.

VIZEU, A. O telejornalismo como lugar de referência e a função pedagógica. Revista FAMECOS: mídia, cultura e tecnologia, n. 40, dez. 2009, p. 77-83.

Published

2022-12-22

How to Cite

Mendes, L. de M. R., Carlos Ferreira Vianna, A., & Baiense Felix, C. (2022). The press and the suicide taboo: a proposal for rediscussing the issue. Comunicação Mídia E Consumo, 19(56). https://doi.org/10.18568/cmc.v19i56.2592