O som como mediação narrativa no cinema
remidiação sonora e seus limites no filme August Rush
DOI:
https://doi.org/10.18568/cmc.2026.e3130Palavras-chave:
Remidiação, Narrativa Audiovisual, Filme, Design de Som, Close ReadingResumo
Neste artigo, consideramos como a trilha sonora e os sons ambientes remidiam a narrativa do filme August Rush (O Som do Coração), ao substituir e expandir funções tradicionalmente atribuídas ao diálogo verbal. Metodologicamente, adota-se a técnica de close reading, articulada ao conceito de remidiação, aplicada à análise de três momentos em que o áudio assume protagonismo. O estudo identifica três motivos-chave que sustentam a remidiação sonora: substituição narrativa, expansão narrativa e remidiação de insuficiência. Nota-se que o som, embora estruturalmente relevante, depende de âncoras visuais para a compreensão semântica. A investigação reforça ainda mais a interdependência entre som e imagem na mídia audiovisual e sugere uma abordagem analítica replicável para estudos futuros em Design de Som cinematográfico.
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