O som como mediação narrativa no cinema

remidiação sonora e seus limites no filme August Rush

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18568/cmc.2026.e3130

Palavras-chave:

Remidiação, Narrativa Audiovisual, Filme, Design de Som, Close Reading

Resumo

Neste artigo, consideramos como a trilha sonora e os sons ambientes remidiam a narrativa do filme August Rush (O Som do Coração), ao substituir e expandir funções tradicionalmente atribuídas ao diálogo verbal. Metodologicamente, adota-se a técnica de close reading, articulada ao conceito de remidiação, aplicada à análise de três momentos em que o áudio assume protagonismo. O estudo identifica três motivos-chave que sustentam a remidiação sonora: substituição narrativa, expansão narrativa e remidiação de insuficiência. Nota-se que o som, embora estruturalmente relevante, depende de âncoras visuais para a compreensão semântica. A investigação reforça ainda mais a interdependência entre som e imagem na mídia audiovisual e sugere uma abordagem analítica replicável para estudos futuros em Design de Som cinematográfico.

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Biografia do Autor

Pedro Paulo da Cruz, UFSC

Doutorando em Mídia do Conhecimento (UFSC, 2025). Mestre em Ciência da Informação (UFSC, 2023). Integrante do grupo de pesquisa SIGMO: Significação da Marca, Informação e Comunicação Organizacional/UFSC e do GPCIn: Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Competência em Informação. E-mail: arierom41@gmail.com.

Richard Perassi Luiz de Souza, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2001), Mestre em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1995), Bacharel e Licenciado em Artes pelo curso de Educação Artística da Universidade Federal de Juiz de Fora (1986). Realizou pós- doutorado no Instituto de Arte e Design (IADE/Lisboa, 2015). Atualmente, é professor titular na Universidade Federal de Santa Catarina, lecionando nos cursos de graduação em Design e Animação, bem como nos cursos de mestrado e doutorado dos programas de pós-graduação em Design (Pós
Design/UFSC) e Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPEGC/UFSC). E-mail: richard.perassi@ufsc.br

Luciane Maria Fadel, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Comunicação Visual pela Universidade Federal do Paraná (1987), graduação em Engenharia da Computação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1994), graduação em Licenciatura em 2o Grau pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (1992), mestrado em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2001) e doutorado em Typography and Graphic Communication – University of Reading (2007) e Pós-Doutorado em Narrativas orientado pelo Prof. Jim Bizzocchi na Simon Fraser University, Canadá e em Realidade Mista com o Dr. António Coelho na FEUP, Universidade do Porto em Portugal . É professora adjunta do Departamento de Expressão Gráfica da Universidade Federal de Santa Catarina. E-mail: liefadel@gmail.com

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Publicado

2026-05-27

Como Citar

da Cruz, P. P., Perassi Luiz de Souza, R., & Fadel, L. M. (2026). O som como mediação narrativa no cinema: remidiação sonora e seus limites no filme August Rush. Comunicação Mídia E Consumo, 23, E3130. https://doi.org/10.18568/cmc.2026.e3130

Edição

Seção

Artigos