Inteligência artificial, gênero e raça nas diretrizes editoriais da mídia hegemônica
omissões, desafios e oportunidades de revisão das políticas de uso de IA nas redações
DOI:
https://doi.org/10.18568/cmc.2026.e3131Palavras-chave:
jornalismo, plataformização, interseccionalidade, colonialismo de dados, inteligência artificialResumo
Este artigo apresenta uma análise crítica das diretrizes editoriais de oito veículos da mídia brasileira e internacional sobre o uso de inteligência artificial (IA) generativa, investigando se (e como) questões de gênero e raça são incorporadas nesses documentos. Com base nos conceitos de plataformização, interseccionalidade e colonialismo de dados, realizamos um estudo qualitativo preliminar por meio de análise de conteúdo. Foram examinados manuais e diretrizes editoriais publicados nos websites dos veículos selecionados, com foco em três categorias analíticas: menções à diversidade, mitigação de vieses algorítmicos e orientações sobre estereótipos de gênero e raça. Os resultados demonstram que, embora os veículos reconheçam genericamente a existência de vieses associados ao uso de IA, nenhum incorpora uma abordagem interseccional estruturada em suas diretrizes.
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