Quem é a mãe que pode falar?
Perspectivas decoloniais e a universalização da maternidade em “Incondicional — O Mito da Maternidade”
DOI:
https://doi.org/10.18568/cmc.2026.e3193Palavras-chave:
Maternidade, Feminismo hegemônico, Feminismo decolonial, documentárioResumo
Este artigo analisa o documentário Incondicional — O Mito da Maternidade (2024), de Patrícia Fróes, de uma perspectiva feminista decolonial. Para a observação da proposta política feminista do filme, são expostos estudos feministas sobre a maternidade. Também são articulados os pressupostos do feminismo decolonial, a fim de expor os efeitos da colonialidade do gênero na própria luta feminista. A análise do filme revela um discurso que evoca uma maternidade preferencialmente branca e de classe média, mas também aponta fissuras de resistência nas falas das entrevistadas, como a recusa do rótulo de “guerreira” e a defesa do cuidado como responsabilidade coletiva. Ressalta, dessa forma, a importância de representações audiovisuais plurais, sensíveis às diferenças de raça, classe e território.
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