Leitura de notícias e imaginário
DOI:
https://doi.org/10.18568/cmc.v7i19.199Palavras-chave:
Narrativa jornalística, Leitura de notícias, Imaginário, ImaginaçãoResumo
Pode a leitura de notícias provocar no leitor sensações estéticas, ajudá-lo a organizar significados, nutri-lo de experiências transcendentais? A investigação do jornalismo no âmbito da recepção e como narrativa cultural, potente em sua dimensão simbólico-mítica e imaginária, sugere resposta afirmativa. Leitores da revista Globo Rural, ao relatarem aspectos do pacto de leitura com a publicação, revelam fundamentos que levam a pesquisaa ultrapassar os limites da centralidade do jornalismo sustentada em fatos e acontecimentos objetivos. E, em sendo uma publicação configurada em sua maior parte por matérias de economia, técnicas e negócios agrícolas, as impressões de leitura indicam também a necessidade de se revisitar demarcações entre notícias factuais e não factuais, importantes e interessantes, de interesse
público e de interesse do público. O que se pode perceber junto a esses leitores é que, mesmo a partir de empreendimento para a divulgação da realidade, algumas publicações jornalísticas se tornam ficcionais.
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