Celebridades musicais, fãs e política

o ativismo swiftie nas eleições presidenciais da Argentina em 2023

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18568/cmc.v22i64.3038

Palavras-chave:

fandom, ativismo digital, cultura pop, eleições, feminismo, Taylor Swift

Resumo

Este artigo analisa o engajamento político do fandom de Taylor Swift — os “swifties” — no contexto das eleições presidenciais argentinas de 2023, com foco na campanha digital “Swiftie no vota Milei”. A partir de um estudo de caso, a autora investiga como manifestações culturais relacionadas ao espetáculo musical e à celebridade podem transbordar para o campo da ação política, especialmente em contextos marcados pelo avanço da extrema-direita e pelo enfraquecimento dos movimentos feministas tradicionais. A análise propõe que as práticas dos swifties revelam novas formas de participação política, mediadas pela cultura pop e pelo consumo simbólico, desafiando os discursos sobre a despolitização da juventude. O trabalho contribui para os estudos sobre fanatismo, cultura de celebridades e participação política, ao evidenciar a capacidade de coletivos de fãs em atuar como sujeitos políticos ativos em disputas eleitorais e no debate público contemporâneo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Mercedes Liska, Universidad de Buenos Aires

Mercedes Liska estudou piano e etnomusicologia no Conservatório Superior de Música Manuel de Falla, além de ter cursado o Mestrado em Comunicação e Cultura e o Doutorado em Ciências Sociais na Universidade de Buenos Aires. Atua como pesquisadora em sociologia da música no Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET), na qualidade de Pesquisadora Adjunta, com base no Instituto de Pesquisas Gino Germani. Leciona regularmente na Licenciatura em Ciências da Comunicação (UBA) e no curso de Formação de Professores em Etnomusicologia (CSMMF), além de ter ministrado seminários de pós-graduação em diversas universidades nacionais. Seus estudos abordam a música popular e de massa a partir dos estudos culturais, das teorias de gênero e sexualidade, e do ativismo queer e feminista. Participou da elaboração da Lei de Cotas Femininas e Acesso de Artistas Mulheres a Eventos Musicais, sancionada na Argentina em 2019. No mesmo ano, coordenou o Primeiro Levantamento Estatístico Nacional da Atividade Musical com Perspectiva de Gênero. Entre suas publicações de destaque estão os livros Entre géneros y sexualidades. Tango, baile y cultura popular (2018) e Mi culo es mío. Mujeres que bailan como se les canta (2024).

Referências

ÁMBITO FINANCIERO. Los fanáticos de Taylor Swift llevaron su militancia a River: Swiftie no vota a Milei. Ámbito Financiero, Buenos Aires, 9 nov. 2023a. Disponível em: https://www.ambito.com/espectaculos/los-fanaticos-taylor-swift-llevaron-su-militancia-river-swiftie-no-vota-milei-n5868851. Acesso em: 21 ago. 2025.

BORDA, L. Bettymaníacos, luzmarianas y mompirris: el fanatismo en los foros de telenovelas. Tesis (Doctorado en Ciencias Sociales) – Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires, 2012.

BORDA, L.; ÁLVAREZ GANDOLFI, F. (Comps.). Fanatismos: prácticas de consumo de la cultura de masas. Buenos Aires: Prometeo, 2021.

BULLONI, N.; JUSTO, C.; LISKA, M.; MAURO, K. Mujeres en las artes del espectáculo. Condiciones laborales, demandas de derechos y activismos de género (2015-2020). Descentrada, La Plata, v. 6, n. 1, p. 1-16, 2022. https://doi.org/10.24215/25457284e161

CAVALLERO, L.; GAGO, V. Cómo el feminismo contribuyó a la remontada. Le Monde Diplomatique, Buenos Aires, n. 293, nov. 2023. Disponível em: https://www.eldiplo.org/en-busca-de-una-nueva-hegemonia/como-el-feminismo-contribuyo-a-la-remontada/. Acesso em: 21 ago. 2025.

CHÁVEZ MOLINA, E.; DE LA FUENTE, R. Clases sociales y desigualdad en la Argentina contemporánea (2011-2019). Realidad Económica, v. 51, n. 339, p. 9-36, 2021.

DIARIO OLÉ. Insólito acampe en River para el recital de Taylor Swift... ¡dentro de cinco meses! Diario Olé, Buenos Aires, 6 jun. 2023. Disponível em: https://www.ole.com.ar/river-plate/insolito-acampe-river-recital-meses-taylor-swift-entradas-all-access_0_XEr2p-wH4HU.html. Acesso em: 21 ago. 2025.

DRIESSEN, S. Campaign problems: how fans react to Taylor Swift’s controversial political awakening. American Behavioral Scientist, v. 66, n. 8, p. 1060-1074, 2022. https://doi.org/10.1177/00027642211042295

EL DESTAPE. Quiénes son las swifties y por qué se llaman así. El Destape, Buenos Aires, 7 jun. 2023. Disponível em: https://www.eldestapeweb.com/cultura/taylor-swift/quienes-son-las-swifties-y-por-que-se-llaman-asi-20236714270. Acesso em: 21 ago. 2025.

FISKE, J. The cultural economy of fandom. In: LEWIS, L. (Org.). The adoring audience. Londres; Nova York: Routledge, 1992. p. 30-49.

GENTO DE CELIS, P. Swifties, swifters y otros fans. Aproximación a los fandom studies a través del fanbase de Taylor Swift. Tesis (Grado en Musicología) – Escuela de Música de Cataluña (ESMUC), Barcelona, 2017.

GILBERT, A. Swiftie no vota Milei. El giro político de los conciertos de Taylor Swift en Argentina. El Periódico, Barcelona, 10 nov. 2023. Disponível em: https://www.elperiodico.com/es/internacional/20231110/swiftie-vota-milei-giro-politico-94444005. Acesso em: 21 ago. 2025.

GIMÉNEZ, P. ¿Por qué las swifties pueden cambiar el rumbo del país en estas elecciones? Filo.news, Buenos Aires, 23 out. 2023. Disponível em: https://www.filo.news/noticia/2023/10/26/por-que-las-swifties-pueden-cambiar-el-rumbo-del-pais-en-estas-elecciones. Acesso em: 21 ago. 2025.

GRANDÍO, M. Adictos a las series: 50 años de lecciones de los fans. Barcelona: Editorial UOC, 2016.

ILLOUZ, E. La vida emocional del populismo: cómo el miedo, el asco, el resentimiento y el amor socavan la democracia. Madri: Katz, 2022.

JENKINS, H. Afterword: the future of fandom. In: GRAY, J.; SANDVOSS, C.; HARRINGTON, C. L. (Org.). Fandom: identities and communities in a mediated world. Nova York: New York University Press, 2007. p. 357-364.

LA NACIÓN. Fans de Taylor Swift llamaron a no votar a Javier Milei en el balotaje: viene a sacarnos todos los derechos. La Nación, Buenos Aires, 26 out. 2023. Disponível em: https://www.lanacion.com.ar/politica/fans-de-taylor-swift-llamaron-a-no-votar-a-javier-milei-en-el-balotaje-viene-a-sacarnos-todos-los-nid26102023/. Acesso em: 21 ago. 2025.

LAKIER, M.; VOGEL, D. More than just software surprises: purposes, processes, and directions for software application easter eggs. In: ACM on Human-Computer Interaction, 6., 2022. Anais [...]. 2022. p. 1-26. https://doi.org/10.1145/3512949

LISKA, M. Mi culo es mío: mujeres que bailan como se les canta. Buenos Aires: Gourmet Musical Ediciones, 2024.

MARCUZZI, J. Swifties contra Milei: las fans, entre el activismo político y la euforia por la cantante. Télam, Buenos Aires, 9 nov. 2023.

MARÍN, F. Acampó durante cinco meses para ver a Taylor Swift y desde ahí estudió para ser médica: «Requiere mucho esfuerzo». La Nación, Buenos Aires, 9 nov. 2023. Disponível em: https://www.lanacion.com.ar/lifestyle/en-las-redes/acampo-durante-cinco-meses-para-ver-a-taylor-swift-y-desde-ahi-estudio-para-ser-medica-requiere-nid09112023/. Acesso em: 21 ago. 2025.

MARTÍNEZ, S. Mainstream popular music as a challenge to gender studies: Latin music and feminism in contemporary Spain. In: GRUPE, G. (Org.). Recent trends and new directions in ethnomusicology: a European perspective on ethnomusicology in the 21st century. Aachen: Shaker Verlag, 2019. p. 71-96.

MONTES HERRERA, C. G. Swifties e Easter Eggs: interacción entre fans de Taylor Swift a través de Easter Eggs. Monterrey: Universidad Tecnológica de Monterrey, 2022. Disponível em: https://repositorio.tec.mx/items/75e0bbac-3567-4c6d-9836-adb18f496804. Acesso em: 21 ago. 2025.

PÁGINA 12. Taylor Swift no vota a Milei: pulseras, pósters y panfletos a favor de Sergio Massa. Página 12, Buenos Aires, 10 nov. 2023. Disponível em: https://www.pagina12.com.ar/615193-taylor-swift-contra-milei-las-swifties-vuelven-a-pedir-que-n. Acesso em: 21 ago. 2025.

POLITI, D.; PISARENKO, N. Swiftie no vota Milei: el concierto de Taylor Swift en Argentina da giro político. Tampa, 10 nov. 2023. Disponível em: https://www.wfla.com/tampa-hoy/america-latina/swiftie-no-vota-milei-concierto-de-taylor-swift-en-argentina-da-giro-politico/. Acesso em: 21 ago. 2025.

PREGO NIETO, M. Nuevos modos de expresión en la web: el feminismo en el fandom de Harry Potter. Cuadernos de Gestión de Información de la Universidad de Murcia, Murcia, n. 7, p. 1-11, 2023.

SÁNCHEZ GÓMEZ, A. El feminismo de Taylor Swift bajo la lupa en un debate sobre inclusividad. Infobae, Buenos Aires, 23 fev. 2024. Disponível em: https://www.infobae.com/cultura/2024/02/23/el-feminismo-de-taylor-swift-bajo-la-lupa-un-debate-sobre-inclusividad/. Acesso em: 21 ago. 2025.

SEMÁN, P. (Coord.). Está entre nosotros. ¿De dónde salió y hasta dónde puede llegar la extrema derecha que no vimos venir? Buenos Aires: Siglo XXI, 2023.

SIETECASE, R. Swifties contra LLA, la campaña de las fans de Taylor Swift que piden no votar a Milei. Radio Con Vos, 2023. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=nMYI4htlSDY. Acesso em: 21 ago. 2025.

SKINNER, T. Taylor Swift breaks Spotify, Amazon and Apple Music streaming records in less than 24 hours. NME, Londres, 26 out. 2022. Disponível em: https://www.nme.com/news/music/taylor-swift-breaks-spotify-amazon-and-apple-music-streaming-records-in-less-than-24-hours-3335415. Acesso em: 21 ago. 2025.

SPATARO, C. Las tontas culturales: consumo musical y paradojas del feminismo. Revista Punto Género, Santiago, n. 3, p. 27-45, 2013. https://doi.org/10.5354/2735-7473.2013.30265

THOMPSON, E. P. Costumbres en común. Barcelona: Crítica, 1990.

TORRES, N. Meterse con el fandom equivocado: el poder del ciberactivismo de Taylor Swift y la campaña contra Milei. Tiempo Argentino, Buenos Aires, 26 out. 2023. Disponível em: https://www.tiempoar.com.ar/ta_article/taylor-swift-milei/. Acesso em: 21 ago. 2025.

WILSON, L. Miss Americana. Estados Unidos, 2020.

Publicado

2025-10-06

Como Citar

Liska, M. (2025). Celebridades musicais, fãs e política: o ativismo swiftie nas eleições presidenciais da Argentina em 2023. Comunicação Mídia E Consumo, 22(64). https://doi.org/10.18568/cmc.v22i64.3038

Edição

Seção

Artigos