Comunicação Mídia e Consumo

A revista Comunicação, Mídia e Consumo é uma publicação quadrimestral publicada na versão digital pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM-SP. Para maiores informações sobre o PPGCOM-ESPM, visite nosso site aqui

Tem como linha editorial a abordagem de temas relevantes do campo da Comunicação, aqui entendida como processo e prática sociocultural complexa. Os artigos devem ser fundamentados, mobilizando diferentes autores de uma dada vertente teórica de modo a desenvolver uma reflexão crítica sobre a temática abordada. Em caso de trabalhos empíricos, além da contextualização e da etapa descritiva do material, privilegiamos artigos que apresentem uma análise teórico-interpretativa dos aspectos observados no corpus. 

A revista aceita textos de autores titulados como doutores, ou, de doutorando e mestrando em co-autoria com doutores. A revista trabalha em regime de fluxo contínuo. Não há deadline, portanto, para submissão de artigos (na seção de textos avulsos) e de resenhas críticas. 

Para garantir a agilidade na difusão científica, a revista está em consonância com as práticas de Ciência Aberta e aceita artigos depositados em repositórios de preprint como SciELO Preprints, MediArXiv, SociArXiv, OSF Preprint.

Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento. Nossos artigos são publicados  em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.

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Notícias

 

Chamada de Trabalhos para Dossiê Temático Internacional

 

As indústrias promocionais e a lógica de plataformas na era digital

Este dossiê temático internacional pretende aglutinar pesquisas científicas e contribuições acadêmicas que explorem as interações entre as indústrias promocionais, as tecnologias e os media. A revista CMC é indexada no Scopus e ranqueada como Qualis A2.

 

Editores convidados:

Clea Bourne, Goldsmiths, Universidade de Londres, Reino Unido

Gisela G. S. Castro, ESPM, São Paulo, Brasil

Luis Peres Neto, Universidade Autônoma de Barcelona, Espanha

Sergio Amadeu da Silveira, Universidade Federal do ABC, Brasil

 

As plataformas digitais emergiram como um novo modo de produção na economia global mais ampla ao extrair, fazer circular e controlar enormes quantidades de dados tomados como ativo no plano econômico, social e político. O termo metafórico “plataforma” descreve uma infraestrutura que permite a um ou mais grupos interagirem com base em uma combinação de big data, computação de nuvem e telefonia móvel como uma arma crescentemente competitiva.

As plataformas transformaram as indústrias promocionais globais, que incluem a publicidade, o marketing, as diferentes formas de patrocínio e as relações públicas. Nesse contexto, a lógica de produção da plataformização fez emergir novas ocupações tais como marketing de conteúdo digital, e-commerce, publicidade programática, gerenciamento de mídia social e design de experiência de usuário (UX), para citar apenas algumas delas.

Enquanto o impacto da plataformização digital está no cerne de vários debates interdisciplinares, até o momento tem havido apenas tentativas limitadas de compreender o impacto coletivo da plataformização e da lógica algorítmica nas indústrias promocionais globais.

Mais de um quarto de século atrás, a Escola de Birmingham nos deu o Circuito de Cultura como uma forma de pensar sobre produção, consumo e representação na economia da cultura. O modelo ajudou ao apreender o campo promocional como atividade representacional, situada entre a produção e o consumo, e responsável pela circulação de produtos, serviços e ideias.

Enquanto as plataformas digitais aceleram os processos de distribuição, juntando produtores e consumidores de formas crescentemente livres de fricção, os hiatos entre as muitas formas de produção e consumo digital estão se fechando. Na economia de plataformas, produtos tais como a publicidade, o conteúdo de marca e os vídeos patrocinados não são mais articulados no tempo, enquanto os meios pelos quais tais produtos circulam agora operam de modo mais logístico e algorítmico do que com base em narrativa ou representatividade, já que o conteúdo digital atrai e organiza usuários, lugares e coisas no tempo e no espaço.

Como, então, devemos entender a atividade promocional da era digital? Serão bem-vindas as contribuições que considerem algumas das seguintes questões:

  • Como devemos entender as plataformas digitais e sua relação com as indústrias promocionais, seus trabalhadores, sua produção e insumos? Neste caso se reconhece que algumas plataformas como Amazon, Facebook e Google são, elas próprias, entidades promocionais que se situam dentre as maiores companhias de publicidade do mundo.
  • Quais seriam as implicações de desenvolvimentos tecnológicos recentes tais como a shoppable TV, os preparativos para o metaverso do Facebook, ou o futuro fim dos cookies de terceiros?
  • Quem são os novos intermediários promocionais? Qual o futuro das funções promocionais tradicionais? Como estas funções tradicionais se posicionam em relação às novas especialidades tais como insight de dados, estratégia de conteúdo, gerência de mídia social ou design de user experience (UIX)?
  • Até que ponto os dispositivos, ferramentas e produtos promocionais contemporâneos representam novas abordagens? As contribuições podem explorar desde funis de conversão até stacks tecnológicos in-house, de ferramentas analíticas a ferramentas de monitoramento, de aplicativos móveis até bots promocionais e influenciadores virtuais de marca.
  • Existem alternativas locais, regionais às redes programáticas controladas pelas grandes plataformas que integram grupos como Alphabet e Meta? A atual supremacia das Big Techs retira valor dos mercados publicitários nacionais e a tornam reféns desses gigantes tecnológicos norte-americanos?
  • A economia de plataformas está interligada com a coleta massiva de dados, as tecnologias de aprendizado de máquina e aprendizado profundo também dependem do armazenamento de dados. As teorias da espetacularização, das sociedades de controle, do capitalismo de vigilância ou da economia dirigida por dados tentam cobrir os fenômenos da conversão dos fluxos da vida em dados. Quais conceitos e teorias permitem melhor aprofundar as análises sobre as indústrias promocionais e a lógica de plataformas na era digital?
  • Por fim, como e onde podemos aferir empírica e teoricamente as mudanças nas indústrias promocionais, especialmente quando grande parte da atividade promocional é opaca ou difícil de mapear?

Além das questões acima, as contribuições podem também considerar os seguintes tópicos para o desenvolvimento de artigos, incluindo, porém não se limitando a:

  • Interfaces AR/VR
  • Grande X pequeno – campanhas, devices, mercados
  • Circuitos de cultura algorítmica
  • Disrupção, distribuição, desarticulação
  • Questões éticas, marginalização e justiça social
  • Communicação humano-máquina
  • Novos intermediários promocionais
  • Devices and ferramentas promocionais
  • Condições de trabalho e o trabalho nas indústrias promocionais.

Prazos

1 julho 2022 – Data final para submissão de resumo de, no máximo, 800 palavras, pelo sistema da revista CMC (http://revistacmc.espm.br/index.php/revistacmc/login)

1 agosto 2022 – Os selecionados serão convidados a submeter seus artigos completos

31 outubro 2022 – Deadline para a submissão dos artigos completos pelo sistema da revista CMC (http://revistacmc.espm.br/index.php/revistacmc/login)

15 janeiro 2023 – Serão anunciados os artigos selecionados para publicação

30 abril 2023 – Publicação do Dossiê temático internacional

 
Publicado: 2022-05-31 Mais...
 
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v. 19, n. 54 (2022): JANEIRO/ABRIL


Capa da revista

Publicado: 29/04/2022

ISSN da versão online: 1983-7070

ISSN da versão impressa (descontinuada a partir de 2014): 1806-4981

Datas de publicação da revista

30 de abril - 30 de agosto - 30 de dezembro